sexta-feira, 27 de agosto de 2010

...nos submetemos à pessoas que parecem não merecer? Parte I


Foi em uma terça como qualquer outra de Karaoke no Vene onde Renata conheceu o carma que lhe perseguiria pelo resto daquele ano. Ela tinha apenas ido curtir uma noite de cantoria com o seu grupo de amigos e em momento algum imaginou que pudesse acabar se submetendo àquela pessoa de uma forma sem explicação.

Quando Renata entrou no bar, a primeira imagem que lhe prendeu a atenção foi um par de olhos azuis, Juliano, que estava focando a pessoa que chegava no estabelecimento. Foi uma química muito grande. Ambos se olhando e sorrindo ao mesmo tempo, como se tivessem sido destinados a ficarem juntos naquela noite e quem sabe até em outras. Passaram um bom tempo apenas trocando olhares e sorrisos, sem ninguém tomar iniciativa alguma. Como uma boa escorpiana, Renata se cansou e resolveu investir. Foi se chegando como quem não quer nada, puxando assunto com os amigos que estavam na mesa de Juliano, se apresentou a ele e o papo começou. Logo, estava conversando apenas com a parte interessada. Foram vários minutos de conversa até que, finalmente se beijaram.

Lembro-me que chegamos perto para conversarmos com os dois um pouco, mas o papo do cara era totalmente sem noção, só falava besteira, tanto que, foi apelidado pelo nosso grupo como O-Cara-Mais-Chato-do-Universo. Não conseguimos ficar perto muito tempo e logo voltamos ao meio da pista. Mas Renata, por sua vez, parecia estar gostando muito da companhia. Ficaram todo o resto da noite juntos. A menina parecia estar realizada com o cara de 32 anos, sagitariano, estudante de Administração de Empresas e independente. No meio da conversa, Juliano disse o seguinte: "Escolhi você desde que a vi entrando no bar, mas resolvi esperar e ver se você seria apenas minha ou de mais alguém. Como você não ficou com ninguém, ganhou vários pontos comigo, e cá estamos." Foi então, que Renata começou a falar sobre relacionamentos, estado civil e afins, e Juliano encontrou um modo rápido de desviar o assunto. Ela pediu seu telefone e ele desconversou novamente. A impressão que dava, era de que ele não queria passar informações íntimas e isso incomodou a menina em um certo ponto, afinal, sua vida é um livro aberto e acredita que se você não deve nada a ninguém, não há o que temer e/ou esconder.

Na hora de irmos para casa, ficamos esperando os dois se despedirem na Travessa que há ao lado do bar. Renata novamente tentou tirar alguma informação e dessa vez o que ouviu foi: "Me adiciona no orkut! Procura por Juliano. Preciso mesmo ir, beijão, foi bom ficar com você hoje, tchau tchau!" E ele se foi, sem pedir a menina o numero de seu telefone, msn, ou qualquer meio de comunicação para um contato futuro.

Eis a questão pesssoas: Quantos Julianos existem no mundo? Por que sair correndo dessa forma? Parecia que fugia de algo. E Renata, o que deve fazer após essa noite? Ah, pois é! Acompanho essa história desde o início desse ano e acredito que ainda tem muita água para rolar.

Continua...


Um comentário:

D'Menor disse...

Já assistiu aquele filme "Ele não esta tão afim de vc"??? Pois então caro amigo, avise Renata pra pular fora! Beijo Gato