quarta-feira, 1 de setembro de 2010

...nos submetemos à pessoas que parecem não merecer? Parte II


Renata estava enlouquecendo com a situação. A primeira pessoa com quem ela fica, que lhe deixou totalmente fora de si desde que terminou seu relacionamento há quatro meses. Não sei onde tudo isso vai acabar, mas espero que minha amiga saia dessa de cabeça erguida.


Durante três dias ela procurou incansavelmente em todas as redes sociais existentes por Juliano, mas sem nenhum resultado. Até que, caiu em em si, e resolveu procurar nos amigos da garota que cuida do caixa no bar. E lá estava ele. Renata no mesmo instante adicionou Juliano ao seu perfil. Ao olhar as fotos dele, em um ato de maluquice (acredito eu, pois até hoje não entendo o porque dela ter feito o que fez), salvou duas fotos do cara no celular dela. Uma das fotos, ela colocou como papel de parede do aparelho e comentou que só tiraria quando eles pelo menos conversassem pessoalmente. Os dias se passaram e ela adicionou ele no msn. Como no orkut, Juliano levou mais de uma semana para aceitar o convite. Os dias viravam semanas, as semanas meses, e ela não conseguia contato nenhum com ele.

Em meados de Abril, quando chegavamos em casa da faculdade, Renata resolveu entrar na internet para dar um "oi" aos amigos antes de dormirmos. Quando abriu o msn ela deu um grito de euforia. Fui verificar o porque de tudo aquilo e, lá estava Juliano com o status "disponível" dentre os amigos dela. Sem pensar duas vezes, ela o chamou para conversar. Imaginei que ela não fosse conseguir muita coisa, mas ela é bem esperta. Usou até posts do blog dele para montar uma conversa legal (tirei o chapéu pra ela). Falaram dos afilhados de ambos e alguns outros assuntos. Como eu estava com sono, deixei ela no computador e fui dormir.

Em média um mês depois, ela encontrou ele online novamente, mas nesse dia a conversa foi mais curta. Só deu tempo de Renata pedir o numero de telefone dele novamente (aahh, coragem!). Mas dessa vez, a resposta dele foi outra: "Tudo bem! Mas use com parcimônia. 92xx-xxxx." Nunca tinha visto ela tão enlouquecida. Não me deixou dormir, só falava naquilo e blá, blá, blá.

No início de Junho, em uma quarta a noite, estavamos todos tomando uma cerveja no Capadócia (ponto de encontro da galera no domingo) e jogando conversa fora, quando decidimos curtir uma BOXPOP no Vene. Renata não estava muito a fim de ir conosco, andava muito estressada com o trabalho, meio sem dinheiro e outras questões pessoais. Disse que não estava bem vestida para ir à uma festa (coisa de mulher), mas no final, resolveu nos acompanhar. A casa estava cheia e a música muito boa, como de costume. Até que Renata começou a socar minhas costelas discretamente, dizendo:
- Júnior, olha lá!
- O que guria? Pára de me bater, por favor.
- Ele!
- Ele quem? Vem cá hein, tá tudo bem com você?
- Juliano, o cara do meu celular.
- Ai meu Deus! Você ainda usa aquela foto como papel de parede? Putz! Certo que tu não bate muito bem das ideias.
O pior de tudo é que era ele mesmo. Renata tentava se esconder de toda forma atrás de mim, mas ao mesmo tempo, queria mostrar para ele que ela também estava lá.

Continua em um próximo capítulo...

Realmente, não conseguimos entender o por que de tudo isso. Minha amiga simplesmente não tira aquele cara da cabeça. O pessoal imaginava que ela até já tinha esquecido, pois se envolveu com outras pessoas no decorrer do semestre, mas pelo visto ela é teimosa mesmo. Espero que ela consiga sair dessa o mais rápido possível. Não gosto de ver um amigo desse jeito. Acredito que ela se humilha demais para esse cara e que talvez ele não mereça tudo que ela sente por ele. Bom galera, por hoje é só. Semana que vem talvez eu coloque a parte III ou trate de outro assunto nada a ver com esse caso. Beijonez!! FUI!


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